Estudos de viabilidade · geração distribuída
Análise de Walter Forte · Forte & Leone · agosto de 2026

Quatro usinas de geração distribuída

Estudos independentes de viabilidade de quatro projetos fotovoltaicos em Goiás, Minas Gerais e Santa Catarina, reconstruídos a partir das informações fornecidas por cada proponente e de séries oficiais da ANEEL e do Banco Central. Selecione um projeto acima.

Os quatro projetos

Todos em enquadramento GD I, descontados à mesma taxa mínima de atratividade de 9,36% ao ano. Horizonte de 25 anos.
ProjetoPotênciaTIRVPL @9,36%Payback desc.Estágio
Caçador II · SC6.887 kWp23,35%R$ 34,37 mi6,45 aa construir
Porangatu · GO3.384 kWp22,74%R$ 32,23 mi7,37 aa construir
Paracatu · MG3.500 kWp16,02%R$ 4,89 mi10,88 aem operação
Mirante · MG1.300 kWp14,95%R$ 3,38 mi12,24 aa construir

Porangatu, Mirante e Caçador II são medidos como projeto integral. Paracatu é medido na posição efetivamente ofertada — participação de 45% por R$ 6 milhões — e por isso seu VPL não é comparável em valor absoluto aos demais, apenas em taxa.

Onde cada um se diferencia

Caçador II · SC

O melhor retorno por real investido da amostra. Deve isso a um CAPEX de R$ 2.614/kWp — cerca de 40% abaixo dos projetos de Minas e Goiás — e a um encargo de rede muito menor na CELESC.

Compensa com folga a menor irradiação de Santa Catarina.

Porangatu · GO

A melhor combinação de recurso solar e tarifa: a Equatorial Goiás reajustou 8,57% ao ano na última década, o maior das três distribuidoras analisadas.

Menor desconto ao consumidor (28%), o que preserva margem.

Paracatu · MG

O único já operando, desde julho de 2025, e o único com geração medida em vez de projetada — nove meses de histórico.

Retorno menor, risco de execução nulo. É outra classe de ativo.

Mirante · MG

O menor da amostra e o de menor retorno, por uma razão identificável: pratica 35% de desconto ao consumidor, contra 28% de Porangatu.

É o projeto em que a estrutura comercial mais pesa sobre o resultado.

Demonstração de resultado do período

Lucro líquido acumulado de 2026 a 2051 nas duas estruturas. As linhas seguem a aba 02. DRE dos modelos entregues; cada aba de projeto traz a projeção ano a ano.

Reais correntes de cada ano, projeto integral. Paracatu é a sociedade integral, da qual se analisa 45%. Não há linha de depreciação, seguindo a planilha — e sem ela as duas estruturas ficam diretamente comparáveis, já que o fundo não deprecia.
ProjetoLucro via SPELucro via FIIDiferençaMúltiplo
Caçador II · SC175.888.953228.309.99752.421.0441,30×
Paracatu · MG77.334.848104.392.81427.057.9661,35×
Mirante · MG28.972.11038.982.67610.010.5651,35×
Porangatu · GO176.233.214197.003.24220.770.0291,12×
Os quatro no mesmo fundo458.429.125568.688.729110.259.6041,24×

De onde vem o ganho

Decomposição da diferença acumulada no período, somados os quatro projetos.
ComponenteEfeito no resultado
Tributos sobre a receita que deixam de incidir59.484.281
IR, IR adicional e CSLL que deixam de incidir76.270.078
(−) Custo de administração e regulatório do fundo−8.562.716
Efeito na receita (margem comercial cedida)−35.286.137
= Ganho líquido do período110.259.604

O fundo não é contribuinte de tributo sobre a receita nem de IR e CSLL, e essas duas linhas somam R$ 135,8 milhões no período. Em troca carrega R$ 8,6 milhões de administração e obrigações regulatórias. A diferença entre esses dois números e o ganho líquido é a receita comercial cedida: nas duas usinas que hoje operam a própria carteira, a migração para o fundo transfere a operação a um terceiro, e são R$ 35,3 milhões de receita que mudam de mãos.

Paracatu e Caçador II já são locadoras: a receita não muda e o ganho é integralmente tributário. Porangatu e Mirante passam a receber aluguel, fixado pela régua da tarifa conforme o desconto de cada um — 61% da tarifa cheia em Porangatu, que vende com 28% de desconto, e 54% no Mirante, que vende com 35%. Esses aluguéis são derivados da régua, não observados em contrato dessas usinas; a aba de cada projeto traz a margem de negociação.

A coluna do FII pressupõe que o fundo cumpra os requisitos de dispersão: cotas negociadas exclusivamente em bolsa ou balcão organizado, no mínimo 100 cotistas e limites de concentração por cotista (LC 214/2025, art. 26, § 5º‑A, na redação da LC 227/2026). São praticamente as mesmas condições exigidas para a isenção de imposto de renda na distribuição — um fundo fechado e concentrado perde os dois benefícios ao mesmo tempo.

Não projetamos efeito tributário na pessoa de cada investidor: isso depende da situação individual de cada um e do desenho final da captação, que não estão definidos.

UFV Porangatu · Goiás

2,5 MW em corrente alternada no norte goiano, atendido pela Equatorial Goiás — a distribuidora de maior reajuste tarifário realizado entre as três analisadas.

Potência
2.500 kW CA · 3.384 kWp
Distribuidora
Equatorial Goiás
CAPEX
R$ 14.663.800
R$/kWp
4.333
Geração ano 1
5.433.305 kWh
Estágio
a construir
TIR
22,74%
contra TMA de 9,36%
VPL @9,36%
R$ 32,2 mi
projeto integral
Payback
5,42 anos
simples
Payback descontado
7,37 anos
num ativo de 25

Premissas que governam o resultado

PremissaValorObservação
Reajuste tarifário8,00% a.a.Realizado da Equatorial GO em dez anos: 8,57% — a premissa é conservadora
Desconto ao consumidor28%o menor da amostra, preserva margem
Taxa de administração4%da receita
Ocupação · adimplência100% · 95%premissa
Geração1.606 kWh/kWp/anoprojetada; comparável ao medido em Paracatu (1.581)
O&M2% do CAPEXpremissa

Sensibilidades

Efeito de variar uma premissa por vez, mantidas as demais no caso-base.
CenárioTIRΔ
Reajuste tarifário realizado (8,57%)23,47%+0,74 pp
Caso-base22,74%
Desconto ao consumidor 35%20,55%−2,18 pp
Geração −10%20,49%−2,25 pp
Ocupação 90%20,49%−2,25 pp
CAPEX +15%20,42%−2,31 pp
Reajuste 5,45% (patamar da CEMIG)19,37%−3,37 pp

DRE projetada — período completo

A usina opera a própria carteira de consumidores na estrutura atual. Na estrutura de FII o fundo detém o imóvel e o direito de superfície e aluga a usina a uma comercializadora.

Estrutura de FII, 2026 a 2051, em reais correntes de cada ano. O conjunto e a ordem das linhas seguem a aba 02. DRE dos modelos entregues, inclusive a troca de inversores na metade da vida. Não há linha de depreciação porque a planilha não a traz — e sem ela as duas estruturas ficam diretamente comparáveis, já que o fundo não deprecia. Role a tabela para o lado para ver todos os anos.
Linha20262027202820292030203120322033203420352036203720382039204020412042204320442045204620472048204920502051Total
Receita2.139.6484.151.1374.463.0534.798.4075.158.9595.546.6045.963.3756.411.4636.893.2217.411.1777.968.0538.566.7739.210.4809.902.55610.646.63411.446.62212.306.72113.231.44814.225.65915.294.57516.443.80917.679.39719.007.82720.436.07521.971.642261.275.313
(−) TUSD‑G com impostos−300.405−585.451−632.287−682.870−737.500−796.500−860.220−929.037−1.003.360−1.083.629−1.170.320−1.263.945−1.365.061−1.474.266−1.592.207−1.719.583−1.857.150−2.005.722−2.166.180−2.339.474−2.526.632−2.728.763−2.947.064−3.182.829−3.437.455−39.387.910
= Receita repassada1.839.2433.565.6863.830.7664.115.5374.421.4604.750.1045.103.1565.482.4265.889.8606.327.5486.797.7347.302.8287.845.4198.428.2909.054.4279.727.03810.449.57111.225.72612.059.47912.955.10013.917.17714.950.63416.060.76317.253.24618.534.186221.887.403
(−) OPEX−306.473−320.265−334.677−349.737−365.475−381.922−399.108−417.068−435.836−455.449−475.944−497.361−519.743−543.131−567.572−593.113−619.803−647.694−676.840−707.298−739.126−772.387−807.144−843.466−881.422−13.658.052
(−) Arrendamento−120.534−125.959−131.627−137.550−143.740−150.208−156.967−164.031−171.412−179.126−187.186−195.610−204.412−213.611−223.223−233.268−243.765−254.735−266.198−278.177−290.695−303.776−317.446−331.731−346.659−5.371.644
(−) Seguro−53.633−56.046−58.568−61.204−63.958−66.836−69.844−72.987−76.271−79.704−83.290−87.038−90.955−95.048−99.325−103.795−108.465−113.346−118.447−123.777−129.347−135.168−141.250−147.607−154.249−2.390.159
(−) Meio vida dos inversores−1.120.723−1.120.723
(−) Custo do fundo−49.265−51.482−53.799−56.220−58.750−61.394−64.156−67.043−70.060−73.213−76.507−79.950−83.548−87.308−91.237−95.342−99.633−104.116−108.801−113.697−118.814−124.160−129.748−135.586−141.688−148.064−2.343.582
= Lucro bruto−49.2651.307.1203.009.6173.249.6743.508.2963.786.8934.086.9824.410.1934.758.2805.133.1285.536.7635.971.3636.439.2705.822.2797.485.2648.068.9648.697.2309.373.42110.101.14910.884.29711.727.03512.633.84813.609.55614.659.33615.788.75517.003.793197.003.242
= Lucro líquido−49.2651.307.1203.009.6173.249.6743.508.2963.786.8934.086.9824.410.1934.758.2805.133.1285.536.7635.971.3636.439.2705.822.2797.485.2648.068.9648.697.2309.373.42110.101.14910.884.29711.727.03512.633.84813.609.55614.659.33615.788.75517.003.793197.003.242

O que a estrutura de FII muda

Totais acumulados de 2026 a 2051, em reais correntes. A estrutura de FII não paga tributo sobre a receita nem IR e CSLL, e em troca carrega o custo de administração e das obrigações regulatórias do fundo.
LinhaVia SPEVia FIIDiferença
Receita do período296.036.762261.275.313−34.761.449
(−) Tributos sobre a receita−20.320.19720.320.197
(−) IR, IR adicional e CSLL−26.008.74826.008.748
(−) Custo do fundo−2.343.582−2.343.582
= Lucro líquido do período176.233.214197.003.24220.770.029
Margem líquida59,5%75,4%+15,9%

Quanto o resultado depende do aluguel contratado

Na estrutura de FII o fundo recebe aluguel, e é esse valor que determina se a troca compensa. A régua da tarifa reparte a tarifa cativa em três fatias que somam 100%: o desconto devolvido ao consumidor (28% neste projeto), a administração da carteira (11%, patamar observado em contrato) e o que sobra para o dono do ativo (61%).

Lucro líquido acumulado de 2026 a 2051 na estrutura de FII, conforme o aluguel contratado, comparado ao resultado da estrutura atual (R$ 176.233.214). O benchmark de 49,9% foi medido em dois contratos reais cujo desconto implícito é de cerca de 39% — por isso não se aplica diretamente a esta usina.
AluguelLucro via FIIvs. estrutura atual
49.9% da tarifa cheia — benchmark observado149.416.870−26.816.344
56.1% da tarifa cheia — ponto de equilíbrio176.229.713
58.0% da tarifa cheia184.153.6377.920.423
61.0% da tarifa cheia — adotado197.003.24220.770.029
63.0% da tarifa cheia205.569.64629.336.432

O aluguel adotado é derivado da régua, não observado em contrato desta usina: os dois contratos que calibraram o benchmark tinham desconto maior. O que a tabela mostra é a margem de negociação — abaixo de 56.2% da tarifa cheia a estrutura de FII deixa de compensar para este projeto.

Pontos de atenção

  • Projeto ainda não construído. Todo o risco de execução — obra, conexão, prazo — permanece em aberto.
  • Carteira de consumidores a formar. A premissa de 100% de ocupação supõe captação bem-sucedida; ocupação menor reduz a receita proporcionalmente.
  • Enquadramento GD I informado. Depende de parecer de acesso protocolado até 07/01/2023, não verificado documentalmente por nós.

UFV Caçador II · Santa Catarina

5 MW em corrente alternada no oeste catarinense. O projeto de melhor retorno por real investido da amostra — e o que mais depende do custo de implantação informado se confirmar.

Potência
5.000 kW CA · 6.887 kWp
Distribuidora
CELESC
Investimento total
R$ 20,23 mi
R$/kWp
2.614
Geração
10.000 MWh/ano
Estágio
a construir · 5 meses
TIR
23,35%
contra TMA de 9,36%
VPL @9,36%
R$ 34,4 mi
projeto integral
Payback
4,76 anos
simples
Payback descontado
6,45 anos
num ativo de 25

Estrutura de receita

Modeloa usina é alugada a uma comercializadora, que capta e atende os consumidores
AluguelR$ 532,00 por MWh gerado
Reajusteíndice B3 anual da CELESC publicado pela ANEEL — 5,82% a.a. na última década
Risco de ocupação e créditodo locatário, não do proprietário
Statusproposta comercial, sem contrato assinado

Sensibilidades

CenárioTIRΔ
Geração +8% (P50 sobre o P90)25,06%+1,71 pp
Caso-base23,35%
Aluguel R$ 480/MWh21,20%−2,15 pp
Geração −10%21,15%−2,20 pp
CAPEX +15% por câmbio20,97%−2,39 pp
CAPEX +25% por câmbio19,64%−3,71 pp

Margens de segurança

Valor de cada premissa que zeraria o valor presente líquido à TMA de 9,36%.
PremissaCaso-basePonto de equilíbrioFolga
AluguelR$ 532/MWhR$ 236,82/MWh55,5%
Geração10.000 MWh4.451 MWh55,5%
Reajuste anual5,82%−4,72%10,5 pp
Investimento totalR$ 20,2 miR$ 52,4 mi2,9x

DRE projetada — período completo

A sociedade já é locadora, então a receita é a mesma nas duas estruturas: o que muda é exclusivamente a carga tributária.

Estrutura de FII, 2026 a 2051, em reais correntes de cada ano. O conjunto e a ordem das linhas seguem a aba 02. DRE dos modelos entregues, inclusive a troca de inversores na metade da vida. Não há linha de depreciação porque a planilha não a traz — e sem ela as duas estruturas ficam diretamente comparáveis, já que o fundo não deprecia. Role a tabela para o lado para ver todos os anos.
Linha20262027202820292030203120322033203420352036203720382039204020412042204320442045204620472048204920502051Total
Receita3.232.5305.871.1566.184.8996.515.4086.863.5807.230.3567.616.7338.023.7568.452.5318.904.2189.380.0429.881.29410.409.33210.965.58611.551.56712.168.86012.819.14113.504.17214.225.80914.986.00915.786.83316.630.45117.519.15118.455.34119.441.560276.620.316
(−) TUSD‑G com impostos−203.011−370.390−391.946−414.758−438.897−464.440−491.471−520.074−550.343−582.373−616.267−652.134−690.088−730.251−772.751−817.726−865.317−915.679−968.971−1.025.365−1.085.042−1.148.191−1.215.016−1.285.730−1.360.559−18.576.789
= Receita repassada3.029.5195.500.7665.792.9536.100.6516.424.6836.765.9167.125.2627.503.6827.902.1888.321.8458.763.7759.229.1609.719.24410.235.33610.778.81511.351.13511.953.82412.588.49313.256.83813.960.64414.701.79115.482.26016.304.13517.169.61218.081.001258.043.527
(−) OPEX−168.092−305.300−321.615−338.801−356.906−375.979−396.070−417.235−439.532−463.019−487.762−513.827−541.285−570.210−600.681−632.781−666.595−702.217−739.742−779.272−820.915−864.783−910.996−959.678−1.010.961−14.384.256
(−) Arrendamento−220.704−230.636−241.014−251.860−263.194−275.037−287.414−300.348−313.863−327.987−342.747−358.170−374.288−391.131−408.732−427.125−446.345−466.431−487.420−509.354−532.275−556.227−581.258−607.414−634.748−9.835.720
(−) Meio vida dos inversores−2.280.856−2.280.856
(−) Custo do fundo−67.956−71.014−74.209−77.549−81.038−84.685−88.496−92.478−96.640−100.989−105.533−110.282−115.245−120.431−125.850−131.514−137.432−143.616−150.079−156.832−163.890−171.265−178.972−187.025−195.442−204.236−3.232.698
= Lucro bruto−67.9562.569.7104.890.6215.152.7755.428.9515.719.8986.026.4046.349.2996.689.4597.047.8047.425.3057.822.9858.241.9186.402.3849.148.1449.637.88810.153.79810.697.26711.269.76711.872.84312.508.12813.177.33613.882.27814.624.85715.407.07816.231.055228.309.997
= Lucro líquido−67.9562.569.7104.890.6215.152.7755.428.9515.719.8986.026.4046.349.2996.689.4597.047.8047.425.3057.822.9858.241.9186.402.3849.148.1449.637.88810.153.79810.697.26711.269.76711.872.84312.508.12813.177.33613.882.27814.624.85715.407.07816.231.055228.309.997

O que a estrutura de FII muda

Totais acumulados de 2026 a 2051, em reais correntes. A estrutura de FII não paga tributo sobre a receita nem IR e CSLL, e em troca carrega o custo de administração e das obrigações regulatórias do fundo.
LinhaVia SPEVia FIIDiferença
Receita do período276.620.316276.620.316
(−) Tributos sobre a receita−22.702.27222.702.272
(−) IR, IR adicional e CSLL−29.496.29029.496.290
(−) Custo do fundo−3.232.698−3.232.698
= Lucro líquido do período175.888.953228.309.99752.421.044
Margem líquida63,6%82,5%+19,0%

Pontos de atenção

  • O contrato de aluguel não está assinado. Existe proposta comercial; sem o contrato, o risco de ocupação retorna ao proprietário.
  • A geração é PVsyst P90, não medida. É premissa conservadora por construção, mas ainda projeção.
  • O CAPEX é estimativa exposta a câmbio e ainda não tem orçamentos firmes de fornecedores. É a premissa que mais sustenta o retorno.
  • Custos operacionais — O&M, terreno, seguro — não constam do orçamento apresentado e foram estimados por referência.
  • Não há seguro previsto na estrutura informada.

UFV Paracatu · Minas Gerais

3,5 MWp em operação desde julho de 2025 — o único da amostra com geração medida em vez de projetada, e o único sem risco de execução.

Potência
2.500 kW CA · 3.500 kWp
Distribuidora
CEMIG
Em operação desde
12/07/2025
Geração medida
5.534.159 kWh/ano
Yield
1.581 kWh/kWp
Posição analisada
45% por R$ 6,0 mi
TIR
16,02%
carregando 25 anos
VPL @9,36%
R$ 4,89 mi
sobre aporte de R$ 6,0 mi
Payback
7,09 anos
simples
Payback descontado
10,88 anos
num ativo de 25

Estrutura de receita

Modeloa usina é alugada a uma comercializadora, com contrato assinado
Aluguel57% do valor da energia compensada, menos encargos de rede
Prazo5 anos + 5 de prorrogação
Garantiasaval de dois sócios pessoa jurídica; título executivo extrajudicial
Risco de ocupação e créditodo locatário

A leitura que define este caso

Valor presente da posição de 45% conforme o horizonte considerado, à TMA de 9,36%.
HorizonteTIRVPLLeitura
10 anos — o contrato inteiro9,53%R$ 0,06 miempata com o custo de capital
25 anos — vida do ativo16,02%R$ 4,89 micaso-base

O preço de entrada equivale a praticamente todo o valor presente dos dez anos contratados. O retorno acima do custo de capital vem da recontratação após 2036 — é essa a natureza do investimento, e é onde está tanto o prêmio quanto o risco.

DRE projetada — período completo

A sociedade já é locadora, então a receita é a mesma nas duas estruturas: o que muda é exclusivamente a carga tributária.

Estrutura de FII, 2026 a 2051, em reais correntes de cada ano. O conjunto e a ordem das linhas seguem a aba 02. DRE dos modelos entregues, inclusive a troca de inversores na metade da vida. Não há linha de depreciação porque a planilha não a traz — e sem ela as duas estruturas ficam diretamente comparáveis, já que o fundo não deprecia. Role a tabela para o lado para ver todos os anos.
Linha20262027202820292030203120322033203420352036203720382039204020412042204320442045204620472048204920502051Total
Receita2.440.9183.843.5474.034.7824.235.5314.446.2694.667.4924.899.7225.143.5075.399.4215.668.0675.950.0816.246.1256.556.9006.883.1377.225.6057.585.1147.962.5098.358.6828.774.5666.476.3546.798.5837.136.8457.491.9377.864.6978.256.003154.346.393
(−) TUSD‑G com impostos−360.537−567.713−595.960−625.611−656.739−689.414−723.716−759.724−797.524−837.205−878.860−922.587−968.490−1.016.677−1.067.262−1.120.363−1.176.107−1.234.623−1.296.052−1.360.537−1.428.230−1.499.291−1.573.888−1.652.196−1.734.401−25.543.707
= Receita repassada2.080.3813.275.8343.438.8223.609.9203.789.5313.978.0784.176.0064.383.7824.601.8964.830.8625.071.2215.323.5385.588.4095.866.4596.158.3446.464.7506.786.4027.124.0587.478.5145.115.8175.370.3545.637.5545.918.0496.212.5006.521.602128.802.687
(−) OPEX−310.888−324.877−339.497−354.774−370.739−387.422−404.856−423.075−442.113−462.008−482.799−504.525−527.228−550.954−575.747−601.655−628.730−657.022−686.588−717.485−749.772−783.511−818.769−855.614−894.117−13.854.767
(−) Arrendamento−100.320−104.834−109.552−114.482−119.633−125.017−130.643−136.522−142.665−149.085−155.794−162.805−170.131−177.787−185.787−194.148−202.884−212.014−221.555−231.525−241.943−252.831−264.208−276.097−288.522−4.470.782
(−) Seguro−62.700−65.521−68.470−71.551−74.771−78.136−81.652−85.326−89.166−93.178−97.371−101.753−106.332−111.117−116.117−121.342−126.803−132.509−138.472−144.703−151.214−158.019−165.130−172.561−180.326−2.794.239
(−) Meio vida dos inversores−1.159.140−1.159.140
(−) Custo do fundo−44.795−46.811−48.918−51.119−53.419−55.823−58.335−60.960−63.704−66.570−69.566−72.696−75.968−79.386−82.959−86.692−90.593−94.670−98.930−103.381−108.034−112.895−117.975−123.284−128.832−134.630−2.130.945
= Lucro bruto−44.7951.559.6622.731.6832.870.1843.015.6943.168.5643.329.1683.497.8953.675.1563.861.3824.057.0254.262.5614.478.4883.546.1934.943.6445.194.0015.457.0135.733.3176.023.5836.328.5183.914.0724.114.5294.325.2184.546.6584.779.3965.024.008104.392.814
= Lucro líquido−44.7951.559.6622.731.6832.870.1843.015.6943.168.5643.329.1683.497.8953.675.1563.861.3824.057.0254.262.5614.478.4883.546.1934.943.6445.194.0015.457.0135.733.3176.023.5836.328.5183.914.0724.114.5294.325.2184.546.6584.779.3965.024.008104.392.814

O que a estrutura de FII muda

Totais acumulados de 2026 a 2051, em reais correntes. A estrutura de FII não paga tributo sobre a receita nem IR e CSLL, e em troca carrega o custo de administração e das obrigações regulatórias do fundo.
LinhaVia SPEVia FIIDiferença
Receita do período154.346.393154.346.393
(−) Tributos sobre a receita−12.542.52412.542.524
(−) IR, IR adicional e CSLL−16.192.88816.192.888
(−) Custo do fundo−2.130.945−2.130.945
= Lucro líquido do período77.334.848104.392.81427.057.966
Margem líquida50,1%67,6%+17,5%

Pontos de atenção

  • Posição minoritária. 45% não dá controle sobre a renovação do contrato, a recontratação, a política de distribuição nem a contratação de O&M.
  • Contraparte única. A receita depende integralmente de um locatário.
  • Custos de proprietário não informados. O&M, seguro e a contraprestação do direito de superfície foram estimados por referência de mercado.
  • Documentação societária não apresentada. Balanço da sociedade, matrícula e apólices permanecem pendentes.

UFV Mirante · Minas Gerais

1 MW em Janaúba. O menor da amostra e o de menor retorno — por uma razão que o estudo isola com precisão: o desconto praticado ao consumidor.

Potência
1.000 kW CA · 1.300 kWp
Distribuidora
CEMIG
CAPEX
R$ 5.352.810
R$/kWp
4.118
Geração ano 1
2.092.231 kWh
Estágio
a construir
TIR
14,95%
contra TMA de 9,36%
VPL @9,36%
R$ 3,38 mi
projeto integral
Payback
7,69 anos
simples
Payback descontado
12,24 anos
num ativo de 25

Sensibilidades

CenárioTIRΔ
Reajuste 9% (premissa original)19,93%+4,98 pp
Desconto ao consumidor 28%17,18%+2,23 pp
CAPEX −10%16,28%+1,33 pp
Caso-base14,95%
Geração −10%12,72%−2,23 pp

O desconto de 35% ao consumidor é a alavanca mais direta: reduzi-lo a 28% — o patamar de Porangatu — vale 2,23 pontos de TIR. É decisão comercial, não técnica.

DRE projetada — período completo

Mesma estrutura de Porangatu, em escala três vezes menor — os custos fixos pesam mais em cada linha.

Estrutura de FII, 2026 a 2051, em reais correntes de cada ano. O conjunto e a ordem das linhas seguem a aba 02. DRE dos modelos entregues, inclusive a troca de inversores na metade da vida. Não há linha de depreciação porque a planilha não a traz — e sem ela as duas estruturas ficam diretamente comparáveis, já que o fundo não deprecia. Role a tabela para o lado para ver todos os anos.
Linha20262027202820292030203120322033203420352036203720382039204020412042204320442045204620472048204920502051Total
Receita1.299.3231.363.9701.431.8341.503.0751.577.8601.656.3661.738.7781.825.2901.916.1072.011.4422.111.5212.216.5802.326.8652.442.6372.564.1702.691.7502.825.6772.966.2683.113.8543.268.7833.431.4213.602.1503.781.3743.969.5154.167.01861.803.628
(−) TUSD‑G com impostos−220.430−232.444−245.112−258.470−272.557−287.411−303.075−319.593−337.011−355.378−374.746−395.170−416.706−439.417−463.365−488.618−515.248−543.329−572.940−604.166−637.093−671.814−708.428−747.038−787.751−11.197.310
= Receita repassada1.078.8921.131.5261.186.7221.244.6041.305.3031.368.9541.435.7021.505.6971.579.0961.656.0651.736.7751.821.4101.910.1592.003.2212.100.8052.203.1322.310.4292.422.9392.540.9142.664.6172.794.3282.930.3363.072.9463.222.4783.379.26750.606.318
(−) OPEX−111.874−116.908−122.169−127.667−133.411−139.415−145.689−152.245−159.096−166.255−173.736−181.555−189.725−198.262−207.184−216.507−226.250−236.431−247.071−258.189−269.807−281.949−294.636−307.895−321.750−4.985.676
(−) Arrendamento−60.192−62.901−65.731−68.689−71.780−75.010−78.386−81.913−85.599−89.451−93.476−97.683−102.078−106.672−111.472−116.489−121.731−127.208−132.933−138.915−145.166−151.698−158.525−165.658−173.113−2.682.469
(−) Seguro−56.430−58.969−61.623−64.396−67.294−70.322−73.487−76.793−80.249−83.860−87.634−91.578−95.699−100.005−104.505−109.208−114.122−119.258−124.624−130.233−136.093−142.217−148.617−155.305−162.293−2.514.815
(−) Meio vida dos inversores−118.712−135.470−154.594−176.417−585.192
(−) Custo do fundo−17.984−18.793−19.639−20.522−21.446−22.411−23.419−24.473−25.574−26.725−27.928−29.185−30.498−31.870−33.305−34.803−36.369−38.006−39.716−41.504−43.371−45.323−47.363−49.494−51.721−54.049−855.491
= Lucro bruto−17.984831.604873.110916.677962.4071.010.4061.060.7881.113.6681.169.1721.227.4271.288.5701.352.7441.420.0971.372.0751.564.9771.642.8411.589.0891.810.3201.900.3251.840.1892.093.9102.197.9382.130.6922.421.6742.541.8992.668.06138.982.676
= Lucro líquido−17.984831.604873.110916.677962.4071.010.4061.060.7881.113.6681.169.1721.227.4271.288.5701.352.7441.420.0971.372.0751.564.9771.642.8411.589.0891.810.3201.900.3251.840.1892.093.9102.197.9382.130.6922.421.6742.541.8992.668.06138.982.676

O que a estrutura de FII muda

Totais acumulados de 2026 a 2051, em reais correntes. A estrutura de FII não paga tributo sobre a receita nem IR e CSLL, e em troca carrega o custo de administração e das obrigações regulatórias do fundo.
LinhaVia SPEVia FIIDiferença
Receita do período62.328.31661.803.628−524.688
(−) Tributos sobre a receita−3.919.2883.919.288
(−) IR, IR adicional e CSLL−4.572.1524.572.152
(−) Custo do fundo−855.491−855.491
= Lucro líquido do período28.972.11038.982.67610.010.565
Margem líquida46,5%63,1%+16,6%

Quanto o resultado depende do aluguel contratado

Na estrutura de FII o fundo recebe aluguel, e é esse valor que determina se a troca compensa. A régua da tarifa reparte a tarifa cativa em três fatias que somam 100%: o desconto devolvido ao consumidor (35% neste projeto), a administração da carteira (11%, patamar observado em contrato) e o que sobra para o dono do ativo (54%).

Lucro líquido acumulado de 2026 a 2051 na estrutura de FII, conforme o aluguel contratado, comparado ao resultado da estrutura atual (R$ 28.972.110). O benchmark de 49,9% foi medido em dois contratos reais cujo desconto implícito é de cerca de 39% — por isso não se aplica diretamente a esta usina.
AluguelLucro via FIIvs. estrutura atual
45.2% da tarifa cheia — ponto de equilíbrio28.968.199
49.9% da tarifa cheia — benchmark observado34.278.7335.306.623
51.0% da tarifa cheia35.549.1416.577.030
54.0% da tarifa cheia — adotado38.982.67610.010.565
56.0% da tarifa cheia41.271.69912.299.589

O aluguel adotado é derivado da régua, não observado em contrato desta usina: os dois contratos que calibraram o benchmark tinham desconto maior. O que a tabela mostra é a margem de negociação — abaixo de 45.3% da tarifa cheia a estrutura de FII deixa de compensar para este projeto.

Pontos de atenção

  • Escala pequena. Custos fixos de operação pesam proporcionalmente mais que nos demais projetos.
  • Margem estreita para estruturas de aluguel. Ao desconto praticado, sobra pouco para remunerar simultaneamente o proprietário do ativo e quem carrega a operação comercial.
  • Projeto ainda não construído, com o risco de execução correspondente.

Como os números foram construídos

Nenhum dos quatro estudos aceita a modelagem do proponente como dada. Cada projeto foi reconstruído do zero, e as premissas de mercado foram medidas em séries oficiais.

A taxa mínima de atratividade

Todos os projetos são descontados a 9,36% ao ano — o CDI médio dos dez anos encerrados em julho de 2026, apurado na série 4391 do Banco Central (acumulado de 144,71% no período). É a alternativa líquida e sem risco de crédito disponível ao mesmo capital.

O reajuste tarifário, medido na fonte

A premissa de reajuste é a que mais move o resultado de qualquer projeto de geração distribuída. Em vez de adotar o número da planilha de origem, medimos a tarifa de aplicação homologada de cada distribuidora na base de dados abertos da ANEEL, filtrando por CNPJ e comparando aniversários da data-base.

Variação composta da tarifa de aplicação do Grupo B, convencional, ao longo de dez anos. IPCA do período: 4,92% ao ano.
DistribuidoraB1 residencialB3 demais classesAdotado
Equatorial Goiás8,57%8,57%8,00%
CELESC2,92%5,82%5,82%
CEMIG5,45%5,45%5,45%

Quanto vale arrendar uma usina

Para os projetos sem contrato de locação, foi preciso arbitrar quanto valeria o aluguel do ativo. Em vez de estimar, normalizamos dois contratos reais pela tarifa cativa cheia da respectiva distribuidora:

ContratoAluguel líquido% da tarifa cheia
57% da energia compensada, menos encargosR$ 0,54257/kWh48,6%
R$ 532/MWh, menos encargosR$ 0,49892/kWh51,2%
Média adotada49,9%

Dois contratos negociados de forma independente, em estados e distribuidoras diferentes, com fórmulas de reajuste distintas, convergem em 2,6 pontos. Sugere que o mercado brasileiro de arrendamento em geração distribuída repartiu-se em torno de metade da tarifa cativa para o dono do ativo.

A régua da tarifa

A tarifa cativa é o bolo inteiro, repartido em três fatias que somam sempre 100%: o desconto devolvido ao consumidor, a remuneração de quem administra a carteira, e o que sobra para o ativo.

Repartição da tarifa cativa cheia

Administração da carteira fixada em 11% da tarifa, patamar observado em contrato de mercado
0% 50% 100% Desconto de 15% 15% 11% 74% para o ativo Desconto de 30% 30% 11% 59% para o ativo Desconto de 40% 40% 11% 49% para o ativo desconto devolvido ao consumidor administração da carteira dono do ativo
A administração cobra sobre a tarifa cheia, não sobre o resíduo — por isso sua fatia não muda. Todo aumento de desconto sai integralmente da fatia do dono do ativo, ponto a ponto.

O benchmark de 49,9% calibrado a partir dos dois contratos reais cai exatamente sobre a linha de 40% de desconto. Duas rotas independentes chegam ao mesmo número — indício de que a régua descreve como o mercado de fato reparte.

O veículo importa tanto quanto o ativo

A mesma usina, com a mesma receita, entrega resultados bem diferentes conforme o invólucro em que é detida — e a maior parte da diferença está num ponto que costuma passar despercebido: quem é o dono formal do ativo.

Onde o imposto incide em cada veículo

Onde o imposto incide em cada veículo

Vazamento anual em 2028, somados os quatro ativos
ATIVO VEÍCULO QUE O DETÉM VAZAMENTO ANUAL Estrutura atual Usina SPE tributos s/ receita + IR e CSLL R$ 1,88 mi Fundo imobiliário Usina Fundo sem pessoa jurídica interposta só o custo de administração do fundo R$ 0,20 mi
O fundo imobiliário detém o próprio ativo, e por isso não existe pessoa jurídica entre a usina e o fundo para ser tributada. É daí que vem a diferença — não de qualquer benefício concedido ao investidor.
Tributo que incide no veículo, somados os quatro ativos. Não inclui efeito tributário na pessoa de cada investidor, que depende da situação individual e do desenho final da captação.
20282035Acumulado 2026–2051
Via SPE — tributos sobre a receita, IR e CSLL1.876.8354.163.991135.754.359
Via FII — administração e obrigações regulatórias196.564267.4978.562.716
= Diferença a favor do fundo1.680.2713.896.494127.191.643

Premissas e ressalvas

O que sustenta cada número, e o que este documento não é.

Origem dos dados

FonteO que sustenta
ANEEL · Dados AbertosTarifas de aplicação homologadas das três distribuidoras, filtradas por CNPJ. Consulta em agosto de 2026
Banco Central · SGSSérie 4391 (CDI) para a taxa de desconto; série 433 (IPCA) para correção de custos
Lei 14.300/2022 e resoluções da ANEELEnquadramento, limites de potência e regras de compensação
Documentos dos proponentesCAPEX, potência, geração, contratos de locação e propostas comerciais

Premissas comuns aos quatro

Taxa mínima de atratividade9,36% ao ano — CDI médio dos últimos 10 anos
Horizonte2026 a 2051 · 25 anos
Estrutura de capital100% capital próprio, sem dívida
Degradação dos módulos1% no segundo ano, 0,45% ao ano depois
IPCA para correção de custos4,0% a 4,5% ao ano
Regime tributárioLucro Presumido
EnquadramentoGD I — informado pelos proponentes, não verificado documentalmente

Como a taxa mínima de atratividade foi apurada. Os quatro projetos são descontados a 9,36% ao ano, que é a taxa média do CDI dos últimos 10 anos — série 4391 do Banco Central, dez anos encerrados em julho de 2026, com acumulado de 144,71% no período. É a alternativa líquida e sem risco de crédito disponível ao mesmo capital, e por isso serve de piso: um projeto que não supera essa taxa não remunera o risco que carrega. A escolha é conservadora em dois sentidos — usa a média de uma década inteira, e não a taxa corrente, e não desconta imposto de renda que incidiria sobre o rendimento do CDI.

O que este estudo não fez

  • Não verificou documentos. Matrículas, licenças, pareceres de acesso, contratos societários, apólices e orçamentos de fornecedores não foram apresentados nem auditados para todos os projetos.
  • Não avaliou a situação patrimonial das partes — proponentes, fiadores, locatários ou contrapartes comerciais.
  • Não emitiu parecer jurídico, contábil ou tributário. O enquadramento tributário adotado é premissa, não conclusão.
  • Não mediu geração em campo em três dos quatro projetos. Onde há medição, está indicado.

Documento gerado em 28 de agosto de 2026. Os modelos financeiros que sustentam estes números estão disponíveis para revisão mediante solicitação.